Produtores lamentam prejuízos
Produtores lamentam prejuízos
A chuva de granizo não perdoou o trabalho de alguns produtores rurais que têm sítios próximos de Guaravera. Orlando Cardoso, que mora há 43 anos na região, ficou desolado com os estragos causados pelo gelo. A produção de 900 pés de uva, das variedades rubi, itália e niágara, foi arrasada. O prejuízo pode chegar até R$ 10 mil: na colheita, prevista para o final do ano, seriam colhidos de 10 a 12 mil quilos do produto, que seriam comercializados a R$ 1,00 o quilo, aproximadamente. Mas agora uma nova colheita só no ano que vem, lamentou.
Além da uva, o produtor também teve prejuízo com o pimentão: a produção dos 4,5 mil pés do produto ficou praticamente destruída. Nunca vi coisa igual, o estrago foi muito grande. Se aproveitarmos 30% já é muito, disse. A expectativa era que na colheita fossem produzidos entre 500 e 600 caixas de pimentão, com oito quilos cada, vendidas no mercado a cerca de R$ 8,00.
Além de parte da produção, o sítio de Cardoso também teve prejuízo com a estufa de pepino. Duas lonas de plástico, cada uma com aproximadamente 80 x 25 metros e que ele tinha adquirido há apenas dois meses, ficou toda furada. O plástico serve justamente para proteger a produção da chuva e, do jeito que ficou, não tem mais utilidade. Só com plástico gastamos R$ 2 mil e essa estufa tinha que durar no mínimo dois anos, lamentou o produtor.
Quem também sofreu com a chuva foram as granjas da região. Maria Aparecida Nascimento, sócia-proprietária da Granja Trajano, conta que passou praticamente toda a noite de ontem cuidando da produção dos aproximadamente 4,5 mil pintainhos (ou pintinhos, como são conhecidos popularmente). A sorte foi que, debaixo da cobertura de amianto, a granja mantém no local uma proteção com lona plástica. Ou seja, o granizo furava a telha mas acabava parando na proteção.
Juntava poça de água no plástico, durante a noite, e a gente tinha que tirar. Foi a noite inteira assim, quase não deu para dormir. E os pintinhos são muito frágeis, não podem com chuva. Se não estivesse coberto eles teriam morrido, disse a produtora. Ela acrescentou que recebeu informações de que outras granjas da região, que não tinham a mesma proteção de plástico, não tiveram a mesma sorte. Agora vamos trocar as telhas e torcer para que não venha mais chuva assim. (L.H.)





