Em todos os 176 boxes da Ceasa, produtores e atacadistas dispensam uma parte do tempo para separar os produtos sem valor comercial, mas que ainda podem ser aproveitados como alimento. É um trabalho diário que o atacadista José Lourenço Fonseca faz com muita responsabilidade. ''Sabemos da importância da separação desses alimentos'', afirma, mostrando produtos do dia que já foram separados para as entidades.
Ele diz ser rigoroso com o reaproveitamento. Muitos produtos com ''aparência'' ruim para o mercado podem ser consumidos normalmente. ''Não são produtos velhos ou estragados. São produtos que comercialmente perdem o valor'', justifica.
O produtor determina aos funcionários que façam a separação ao longo do dia. Frutas e legumes são colocados em caixas separadas para serem entregues ao Banco de Alimentos. ''Chego a brigar com um funcionário se percebo algum desperdício'', relata.
Para o produtor de hortifrutigranjeiros Jovan Gusmão, o trabalho de recolhimento dentro da Ceasa agora é mais organizado. ''Antes do Programa, muita gente vinha e tumultuava as vendas. Agora é tudo organizado e a gente pode ajudar mais'', afirma.
Gusmão também diz que o desperdício hoje dentro da Central é bem pequeno e que a mercadoria só é perdida quando já ''vem fraca da roça''. ''Caso contrário, quase tudo aqui é aproveitado'', afirma. (M.O.)

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