O presidente da Associação Brasileira de Turismo Rural (Abratur), Carlos Roberto Solera, reuniu-se ontem com agropecuaristas de Londrina interessados em investir no setor. Segundo ele, a cidade tem um grande potencial. ''A expansão dessa atividade geraria mais empregos, qualificação profissional e o incremento de políticas públicas para infraestrutura básica do município'', explicou.
O objetivo do encontro foi informar aos interessados como obter financiamento, quais as exigências, expectativa de resultados e dificuldades. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Octávio Cesário Pereira Neto, o produtor rural não pode mais depender exclusivamente das safras. ''É preciso que ele tenha o que mostrar aos visitantes''.
Conforme Solera, o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) estipulou uma verba de US$ 140 milhões ao Paraná. No entanto, este dinheiro só será liberado quando o Rio Grande do Sul resolver algumas questões burocráticas. ''Ainda não há previsão para isso'', afirmou a chefe do escritório regional do Paraná Turismo, Márcia Bounassar.
Enquanto isso não acontece, empresários do setor vêm se associando para obter vantagens. O resultado dessa união é a elaboração de rotas turísticas que incluem os estabelecimentos parceiros de determinada região. Uma delas é a Rolândia-Roncador que está a todo vapor. ''No momento, a região dos Campos Gerais é a mais organizada do Estado. Em seguida, vem Foz do Iguaçu'', disse o presidente da Abratur.
Solera estima que entre junho de 2001 e julho deste ano, o turismo rural tenha movimentado cerca de R$ 100 milhões no Paraná.

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