Produtores de malva não têm assistência
Manaus - Horas dentro da água. No alagadiço, o perigo de ataque de cobras e jacarés é constante. O sol não dá trégua, castiga a pele e aumenta o cansaço. Esse trabalho pesado faz parte do dia-a-dia dos produtores de malva (tipo de juta), principal fonte de renda em Manacapuru, líder nacional da produção do vegetal. Entretanto, a maior luta dos produtores não é com a insalubridade do serviço. A falta de assistência técnica, ausência de formas de associativismo e cooperativismo jogam o produto nas mãos de atravessadores, derrubam os ganhos do produtor e perpetuam a pobreza da região.
Realidade comprovada pela estudante Mariana Pizzatto, da UTFPR. "Os agricultores têm muita necessidade de assistência técnica. Vamos às propriedades e eles nos dizem que não têm ninguém que os ajude. Começam algo e depois não vai para frente."
Os universitários fizeram palestras e reuniões, deram informações sobre cooperativismo e associativismo. "Ficamos muito felizes quando escutamos o produtor dizer que estava esquecido e vocês chegaram aqui e colocaram um remedinho bem na nossa ferida", revela o professor da UTFPR Magnos Fernando Ziech. (S.R.)





