Produtores cobram reconstrução de ponte
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sexta-feira, 04 de maio de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Ibiporã - Quase oito meses após uma das chuvas mais fortes da história que atingiu a região Norte do Estado, uma ponte destruída pelas águas na Zona Rural de Ibiporã ainda não foi reerguida. A ponte, sobre o Ribeirão Lindóia, fica a cerca de 500 metros do asfalto e está localizada na Estrada do Guarani, onde vivem vários produtores rurais.
Rubem Dário Amarilha vive com a esposa e a filha em uma pequena propriedade praticamente vizinha à ponte destruída. ''Para mim é muito difícil. Todo dia vou para a cidade'', disse. Conforme ele, com a ponte a distância era de aproximadamente um quilômetro. Mas sem a travessia o percurso pula para três quilômetros de estrada de terra. ''Eu estudo à noite também na cidade e tem outros que estão em situação pior que minha ainda'', afirmou ele, que pretende terminar o Ensino Médio.
Amarilha tem uma filha pequena, a qual estuda em um centro de educação infantil, próximo à sua casa, mas é necessário passar pelo Ribeirão Lindóia. ''Tem que ir a pé e atravessar pela passagem que fizeram de madeira.'' Uma travessia estreita foi improvisada no local, alguns até chegam a atravessar de moto.
Outro produtor rural que é prejudicado pela falta da ponte é Leonardo Garcia. Conforme ele, durante os três primeiros meses após a forte chuva de outubro de 2011, que rompeu a barragem do Igapó em Londrina, entre outros estragos, os moradores precisavam percorrer cerca de 20 quilômetros para chegar até a cidade. ''Depois fizeram uma ponte que diminui para três quilômetros, mas mesmo assim é complicado. Antes para mim era uns 600 metros. Trabalho com entrega e nem sujava o carro'', comentou Garcia.
De acordo com o secretário de Obras de Ibiporã, Marcelo Silva Pereira, ''se o tempo estiver bom a ponte deve ficar pronta até o final deste mês''. Conforme ele, as obras no local começaram no mês passado, mas foram paralisadas por alguns contratempos. ''Vai mexendo e aparecem dificuldades'', resumiu.
Segundo Pereira, a nova ponte vai ser mais resistente. ''Se fosse para simplesmente aterrar, como era antes, estaria pronto há bastante tempo. Mas vamos fazer uma ponte com um tubo metálico com dois metros de diâmetro, optamos por dificultar para que não aconteça de novo (seja destruída por uma forte chuva)'', comentou. Pereira não soube confirmar o valor da reconstrução.


