Toledo - A presença de um produto químico nos alimentos utilizados nas refeições servidas em creches e escolas municipais de Toledo pode ser o responsável pelo surto epidemiológico que atingiu mais de 580 pessoas no município, segundo dados da 20ª Regional de Saúde. A contaminação provocou uma dermatose alérgica, uma espécie de irritação na pele. A coceira intensa provocou o aparecimento de uma doença denominada piodermite por estafilococus, bactéria presente na pele.
A piodermite caracteriza-se pela formação de feridas. A origem do problema, no entanto, estaria na dermatose alérgica, provocada por contaminação por produto químico, ainda não identificado. ‘‘Não sabemos se vamos conseguir identificar o responsável pela contaminação’’, disse o chefe da Regional de Saúde, Nilton Jorge Barufatti.
O médico explica que nos próximos dias também deverão ser coletados materiais para a realização de uma série de exames, entre eles biopsia, pesquisa de fungos e bactérias. Ele acrescenta que a contaminação pela água, o ar e o clima foram descartados pela contaminação ter sido localizada em creches e escolas municipais e em apenas uma creche no interior do município, em Novo Sarandi. ‘‘Se fossem estes os fatores de contaminação outras pessoas também poderiam ser infectadas’’, diz.
Baruffati observa que pelas informações levantadas junto às creches e pessoas contaminadas está descartada qualquer possibilidade de contaminação dos alimentos pela falta de higiene no manuseio ou nos produtos. Ele entende que a situação está sob controle, pois nos últimos dias não foram registrados casos novos da doença.
O médico epidemiologista e professor da Universidade Federal do Paraná, Natal Jataí de Camargo, permanece em Toledo auxiliando no trabalho de identificação do responsável pela contaminação e no atendimento aos atingidos. A secretaria municipal de Saúde designou médicos para o atendimento nos postos de saúde e no mini-hospital, além de fornecer os medicamentos necessários para o tratamento.

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