Produção rural está em baixa
Desde que os primeiros sem-terra chegaram a Querência do Norte, há cerca de 10 anos, já foram assentadas 414 famílias em duas propriedades. Na década, a produção de grãos do município despencou.
A produção de arroz, principal cultura do município, caiu da média de 400 mil sacas por safra para 40 mil este ano. O custeio da safra e a dificuldade em obter juros baixos explicam a queda na produção.
As causas não se resumem à presença dos sem-terra, defende o prefeito da cidade, Wanderlei Alves da Costa, um simpatizante moderado do movimento. Apóio a reforma agrária, desde que exista respeito pelo direito da propriedade, esclarece.
O presidente da regional da União Democrática Ruralista (UDR), Marcos Prochet, cuja família tem propriedade na cidade há muitos anos, afirma que antes da chegada dos sem-terra, no período de colheita as ruas pavimentadas eram quase todas fechadas para secar arroz.
Hoje apenas a máquina do MST e mais uma ou duas funcionam alguns dias por ano, afirma. Antes, também, os proprietários arrendavam áreas para a reforma de pastagens. Agora, boa parte dos arrendatários foi para o Mato Grosso do Sul.
O relatório de acompanhamento de safra da Emater mostra que a área de plantio das principais culturas no município tem sofrido redução nos últimos anos. A área total cultivada, que chegou a 9,5 mil hectares na safra 90/91, este ano caiu para 7,5 mil hectares. As culturas que mais sofreram redução de área plantada foram o arroz, milho, algodão e mandioca.





