Produção em larga escala exige R$ 2,5 milhões
Hamil Adum Filho, presidente da Fauel, disse que o próximo passo é convencer o poder público de que a produção do bioinseticida pode ser estratégica para as políticas de combate à dengue. A instituição quer criar uma usina, junto ao campus, para a produção do Biouel em larga escala. O custo estimado para a empreitada é de R$ 2,5 milhões.
Segundo Adum, a universidade já está providenciando a patente do Biouel. O projeto será apresentado ao Paraná Tecnologia, o serviço social autônomo responsável pela gestão de recursos para o desenvolvimento tecnológico e científico do Estado. A prosposta é compartilhar o produto desenvolvido aqui com outras instituições de pesquisa e saúde pública do país, trazendo uma contrapartida em tecnologias para a UEL, detentora da patente.
A pesquisa da UEL para a criação do inseticida biológico já vem sendo desenvolvida desde 1994. Há um ano, começaram a estudar uma maneira de transformar o produto líquido em um comprimido sólido para ser colocado diretamente na água, impedindo assim o desenvolvimento da larva. A UEL recebeu do Paraná Tecnologia R$ 200 mil para as pesquisas com o bioinseticida, que se destinavam também ao combate de pragas em lavoura.
O presidente da Fauel acredita que a usina poderá entrar em ação já no final do ano, podendo produzir em larga escala para suprir a demanda da região Norte do Estado. ''Depois, já se poderá pensar em uma usina em escala industrial fora do campus'', complementou.





