Depois de dar o primeiro passo, provando que um violino feito de eucalipto pode ter qualidade, Wendel agora quer ir mais longe. A idéia é fazer de sua arte um projeto social, fundando em Telêmaco Borba uma escola de lutheria para adolescentes e uma orquestra para crianças. A busca agora é por patrocínio. O luthier aguarda uma resposta da indústria de papel e celulose Klabin sobre o projeto que apresentou solicitando o custeio da escola e da orquestra. Está esperançoso. ''Se a Klabin não puder patrocinar, vamos fazer o possível para levar a idéia adiante'', garante Tim Pontara.
Porém, antes mesmo de abrir oficialmente a sua escola, o luthier já tem alunos. Colegas do curso de Engenharia Química fizeram fila para poder aprender com ele a arte de construir violinos. ''Não tenho condições de atender a todos, tive que escolher quatro'', lamenta.
Sobre a orquestra, ele comenta que os violinos de eucalipto estão saindo da oficina por R$ 800, preço muito abaixo daqueles fabricados com madeira importada. O próprio Wendel vende instrumentos - dois por ano - que ele faz com a madeira vinda da Alemanha por R$ 10 mil.
Enquanto isso, ele continua firme nos estudos para produzir o verniz ideal para os seus violinos. ''De forma empírica, já tenho um bom verniz. Mas ainda é preciso pesquisar mais'', comenta. Um litro de verniz importado custa 600 dólares.
''Nem sempre o verniz que vem de fora se adapta à nossa realidade de clima. Para você ter uma idéia, ninguém sabe o segredo do verniz de Stradivarius'', ressalta. (W.S.)

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