Produção de mudas na região vai crescer 160%
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Vânia Moreira Umuarama 
A implantação de viveiros em 32 municípios vai aumentar em mais de 160% a produção de mudas para reflorestamento na região de Umuarama. Os municípios vão produzir anualmente 3,2 milhões de mudas exóticas e nativas para recomposição de florestas, matas ciliares e reflorestamentos comerciais.
A capacidade atual gira em torno de 2 milhões de mudas por ano, cultivadas nos viveiros do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Umuarama e Cianorte. O convênio para produção de árvores foi assinado sexta-feira em Umuarama pelo governador Jaime Lerner (PDT) e os prefeitos dos 32 municípios da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios).
Segundo o chefe do escritório regional do IAP em Umuarama, Clori Pontelo, cada viveiro municipal terá capacidade para produzir 102,5 mil mudas por ano, 100 mil somente em árvores exóticas - eucalipto e grevílea - para exploração comercial. Outras 2,5 mil mudas vão atender a demanda de arborização urbana, matas ciliares e outros reflorestamentos.
As mudas serão vendidas a agricultores e serrarias para reporem a madeira extraída das reservas regionais. O chefe do IAP alerta que as reservas naturais de madeira estão se esgotando, principalmente a madeira utilizada para combustão nas indústrias.
Os maiores consumidores de lenha são fábricas de mandioca, laticínios, frigoríficos e olarias. Mesmo escassa, a madeira ainda é o combustível mais barato para essas indústrias e quem plantar eucalipto vai se dar bem, prevê Pontelo.
O eucalipto já está sendo vendido, em média, a R$ 9,00 o metro cúbico e a procura por mudas tem aumentado. Tanto que o IAP teve que reservar a metade da capacidade de seus viveiros para essa espécie, cujas mudas são repassadas a preço de custo: R$ 0,70.
Para os municípios instalarem os viveiros, o governo do Estado fornece um carro e todos os insumos necessários para produção de mudas. O município entra com o terreno e o pessoal para trabalhar no viveiro. O projeto será custeado com os recursos do fundo resultante da cobrança de taxas sobre a extração e transporte de madeira.
A adoção do programa de florestas municipais eliminou a picaretagem na reposição de florestas. Antes os créditos para reposição de florestas eram comprados por empresas reflorestadoras e a maioria dos projetos não saiam do papel. Agora os próprios agricultores e madeireiros tem que plantar o que extraíram ou pagar uma taxa para que governo e prefeituras façam o replantio.


