Apesar da característica doméstica das hortas, a iniciativa já existe em Londrina há pelo menos 10 anos, mas como hortas comunitárias, em terrenos de aproveitamento comunitário cuidados pela população do local e supridas pelo poder público.
Segundo o técnico da Secretaria de Assistência Social, Jadir Valente, as hortas comunitárias se espalham por bairros como São Lourenço, Franciscato e Novo Perobal (Zona Sul), Avelino Vieira (Zona Oeste) e Novo Amparo (Zona Leste), em esquema semelhante ao dos canteiros domésticos. A diferença é que, além de ganhar a semente e a orientação técnica, a produção também é fonte de renda, já que cada responsável pelos lotes pode vender os produtos.
No Jardim Franciscato, a iniciativa deu certo especialmente para quem mora na vizinhança da horta um terreno de aproximadamente 500 metros onde há plantadas diversas variedades de legumes e hortaliças. ''É bom, porque todo dia a gente sabe que está consumindo produto fresco'', disse a aposentada Maria Quatrochim, de 70 anos.
Responsável pela manutenção da área com mais quatro mulheres, o desempregado Márcio Lopes, 34, disse que a receita obtida mal paga os remédios do filho caçula, que tem problemas na perna esquerda. ''Não dá para viver só da horta'', admitiu. (J.G.)

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