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| Foto: Ricardo Chicarelli - Grupo Folha

Estudantes do grupo Proco Baja desenvolvem veículo fora de estrada: soluções e mão de obra qualificada

Cornélio Procópio - Em evento realizado em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), os estudantes da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) expuseram no Calçadão uma mostra da produção científica dos alunos. São projetos que ainda estão sendo desenvolvidos, mas que podem, futuramente, trazer benefícios à comunidade.

O aluno de engenharia mecânica Jorge Leonardo Fonseca Donda, 23, participa do projeto Proco Baja, que constrói um protótipo de um veículo fora de estrada para participar de competições regionais, nacionais e internacionais. “O motor é igual para todo mundo na competição, mas desenvolvemos 90% do carro. Produzimos o chassis, a suspensão, a caixa de redução e o freio. Este ano vamos competir no campeonato nacional com 87 equipes”, aponta. As soluções pensadas para esses veículos podem acabar sendo incorporadas por veículos "comuns" e a mão de obra formada na instituição fica qualificada para trabalhar na indústria automobilística.

Da mesma forma o aluno de engenharia mecânica Jordan Richard Mendonça Roncheszl, 20, é capitão da equipe Abutres Aerodesign. “A gente participa de uma competição cuja finalidade é desenvolver aeronaves que possam carregar o máximo de peso possível com a menor capacidade de potência. O nosso trabalho é desenvolver a parte estrutural e aerodinâmica da aeronave”, destaca. Utilizando os mesmos motores de 1,6 cavalo de potência, o objetivo é ter a melhor eficiência da aerodinâmica e da estrutura para levar o máximo de peso possível. “Basicamente é o que a Aeronáutica quer que evolua, para carregar cada vez mais peso com o menor gasto de combustível possível."

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Alunos da equipe abutres Aerodesign desenvolvem aeromodelo capaz de transportar 10 kg de carga com motor de 1,6 cavalo de potência

Com projetos que focam em diversas áreas da engenharia em que as equipes são desafiadas a projetar, com os mesmos requisitos técnicos e de segurança que operações de grandes centros de lançamentos, existem competições de produção de mini foguetes e de mini satélites para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias com forte caráter de inovação. Isso é feito pela equipe Rocket, que integra alunos dos nove cursos de engenharia da instituição com diversas formações para a produção dos equipamentos.

Rodrigo Augusto Borges Bustos, 27, aluno de engenharia eletrônica e Fábio Henrique de Pádua, 24, aluno de engenharia mecânica, integram o projeto. “Em outubro participaremos de uma competição de foguetes nacionais. Tem uma competição internacional de mini satélites da qual participaremos, que será realizada em junho”, destaca Bastos.

Matheus Gil Bovolenta, 18, aluno de engenharia de controle e automação, faz parte do grupo Overload, que dá aulas de robótica para alunos da escola municipal Monteiro Lobato. "Montamos projetos de casa automatizada para mostrar que a automação é algo fácil", expõe. A exposição dos projetos foi realizada em maio, com o objetivo foi divulgar à comunidade em geral parte do conhecimento científico produzido no local e também protestar contra a decisão do Ministério da Educação de aplicar contingenciamento de cerca de 30% para todas as universidades do País.

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Equipe Overload desenvolveu modelo de casa automatizada, com alarme capaz de detectar incêndios

Cada vez áreas temáticas como biomecânica e reabilitação, bioeletrônica, bioinformática, engenharia clínica, farmácia e biotecnologia estão integradas com os tradicionais cursos de tecnologia, como engenharia mecânica, engenharia elétrica e engenharia mecatrônica.

As alunas de mestrado de engenharia elétrica Bruna Fortunato, 29, e Pâmela de Souza, 26, trabalham com motores elétricos e controle de sistemas e uma das linhas é ligada à área de sinais biológicos. Elas expuseram dois projetos desenvolvido pelo grupo. Um detecta doenças do coração por meio de dispositivos que monitoram sinais que o corpo emite. O outro é um sistema que detecta doenças de voz sem invasão agressiva, conectado a um dispositivo na garganta.

“O nosso objetivo principal é contribuir para a comunidade e destacar a importância da tecnologia para que a sociedade possa desenvolver junto. Todos esses trabalhos foram possíveis com a ajuda do governo e ajuda que a nossa universidade recebe. Se não recebêssemos essa ajuda, esses projetos não seriam possíveis", declara Fortunato.

Outro grupo que trabalha com tecnologia biomecânica é Flamínio César, 22, aluno de engenharia mecânica, que está em um grupo que atua com caracterização de material para o desenvolvimento de próteses. A equipe utiliza diferentes materiais para ver se há como melhorar as propriedades pela substituição dos itens por aqueles que possuem custo mais baixo.

“Pessoas com próteses de titânio, por exemplo, sabem quando vai chover porque o metal se dilata no corpo. Estamos estudando o uso de resina de poliuretano com a combinação com fibras para melhorar a resistência para uma possível substituição dessas próteses. O uso dessa resina é interessante, porque podemos adicionar elementos para melhorar a calcificação ou que evitem a proliferação de bactérias no entorno dessa prótese. Isso pode fazer com que a prótese se assemelhe mais ao corpo humano”, aponta César.

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