Produção casada cobre custos de chácara a ainda gera 'sobra'
Minha vida melhorou mil por cento. A conclusão é de Ademir Pagotto, que, desde dezembro de 1997, mora em um dos lotes da Vila Rural Terra Prometida, em Apucarana, de onde, junto com a esposa Míriam e o filho Jéferson, tira o suficiente para a manutenção da família e para cobrir os custos da chácara. E o melhor é que ainda sobra em torno de R$ 500,00 por mês. Coisa que o agricultor jamais poderia imaginar, como ele próprio diz. Com 51 anos de idade, o vileiro nasceu e nunca saiu da roça. Ultimamente era porcenteiro em horticultura em um sítio, que não rendia nem um salário mínimo por mês.
Quando se mudou para a chácara, Pagotto decidiu diversificar as atividades para melhorar a renda mensal. Por isso, cria frangos, no sistema caipira melhorado, que leva 90 dias para estar pronto para o abate, o dobro do tempo do frango de granja. Mas ele acha que o sistema que adotou é melhor porque se destina a uma fatia de mercado que não se importa em pagar mais por um produto diferenciado. Além disso, cada frango vivo pode pesar até três quilos. Por isso, não faltam encomendas de consumidores de Apucarana e Mandaguari, principalmente. Além disso, a atividade dá bom retorno: Pagotto negocia a ave entre R$ 7,00 e R$ 8,00, frente ao custo de produção que vai de R$ 3,50 a R$ 3,80. Ele mantém plantel com 70 aves.
Também cria porcos para atender restaurantes que produzem o tradicional porco no tacho. Com duas matrizes e um reprodutor da raça duroc, normalmente, ele dispõe de animais prontos para atender os fregueses que vão à chácara. São fornecidos leitões com idade entre 50 e 60 dias com cerca de 15 quilos de peso vivo, ao custo de R$ 40,00 a unidade. Devido ao ciclo mais curto que o frango, a suinocultura deixa lucro de 60%, diz.
Pagotto cultiva horta de mil metros quadrados irrigada pelo sistema de gotejamento, com produção semanal de 200 maços de couve, 80 maços de rúcula e 60 maços de almeirão, além de outras miudezas, como cheiro-verde, que são fornecidos para o programa de merenda escolar da Prefeitura de Apucarana. A horticultura lhe rende mensalmente entre R$ 700,00 e R$ 800,00 brutos. O que tem limitado a atividade é a cota de 15 mil litros de água diários para a irrigação. A minha necessidade é de 50 mil litros, principalmente neste período de seca, diz.





