Procuradoria promete ação criminal contra hospitais
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sexta-feira, 03 de maio de 2002
Marta Medeiros<BR>Equipe da Folha 
Maringá - A Procuradoria Geral de Maringá vai entrar com uma representação criminal por calúnia e difamação contra o advogado de Londrina, Gilberto Baumann de Lima, representante jurídico de três hospitais de Maringá. Lima reuniu anteontem a imprensa para denunciar o atraso da prefeitura no pagamento dos hospitais e ameaçou entrar com uma ação civil pública por desvio de finalidade contra o prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) e o secretário municipal de Saúde, Paulo Roberto Donadio.
Segundo o procurador jurídico da prefeitura, Alaércio Cardoso, as declarações prestadas pelo advogado são graves porque além de falsas ferem a honra dos representantes do município. Desvio de finalidade de verba federal é crime e isso não está sendo cometido em Maringá, avisou o procurador jurídico.
O secretário de Saúde, Paulo Roberto Donadio, disse ontem que o atraso no pagamento dos hospitais se deve ao déficit do Ministério da Saúde com relação a Maringá. Segundo Donadio, no ano passado, o déficit acumulou em R$ 2,9 milhões. Deste total, o secretário afirma que R$ 2 milhões foram pagos com recursos próprios do município.
Donadio explica que no mês passado a defasagem foi de mais de R$ 330 mil, quando os hospitais apresentaram uma fatura de R$ 2,7 milhões, mas o Ministério da Saúde repassou apenas R$ 2,3 milhões. A diferença é bancada pelo município e acaba se transformando em dívida e atraso aos hospitais. A alternativa que encontramos foi o atraso no pagamento, mas tudo o que recebemos do Ministério da Saúde repassamos aos hospitais, afirma o secretário.
Os hospitais alegam que por causa dos atrasos estão sendo obrigados a recorrer ao bancos e suportar juros de contas especiais. O advogado Lima falou como representante da Santa Casa de Maringá, Hospital Psiquiátrico e Hospital Santa Rita. O procurador jurídico explicou que a representação será feita na delegacia para abertura de um inquérito policial.


