Em todos os pontos onde há ruínas dos quiosques há uma sensação de abandono. O auxiliar de contabilidade Rafael Cazumba, lamentou que a prefeitura ainda não tenha feito uma reforma. "É uma pena que uma cidade tão grande como Londrina não tenha recursos para reformar isso", criticou.
A consultora de beleza Ana Maria Ferreira da Cruz lembrou que parte do Calçadão foi revitalizado, mas alguns trechos ainda não foram reformados. "Esse Calçadão antigo tem que acabar. Ninguém consegue andar de salto aqui", reclamou, contrariando parte da sociedade que quer preservar o mosaico de petit pavé, que é inspirado nos calçadões portugueses que, diferentemente daqui, são limpos e conservados.
Para a vendedora Anahy Corrêa, o problema foi da administração passada, que retirou e não recuperou os espaços que destruiu. "Esses quiosques eram muito bons para quem queria fazer uma refeição rápida, comprar um salgado. Hoje, para conseguir isso, a gente tem que andar o Calçadão inteiro."
A gerente de orçamento de Obras da secretaria, Márcia de Souza Uwai, afirmou que o edital de licitação de reforma de trechos do Calçadão encontra-se com a procuradoria jurídica para análise e assim que for aprovado será publicado. A fase 1 será referente ao trecho entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro e a fase 2 será entre a Rio de Janeiro e a Rua Minas Gerais.
A reforma no Calçadão teve início na administração passada, que realizou obras entre a Rua Prefeito Hugo Cabral e a Avenida São Paulo. (V.O.)

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