A nova procuradora-geral do Paraná, Jozélia Nogueira, informou nesta quarta-feira (4), ao tomar posse, que o equilíbrio nas contas públicas será a prioridade de sua gestão. Ela assumiu o cargo no lugar de Júlio Cezar Zem, que pediu exoneração, alegando cansaço. A cerimônia aconteceu durante a manhã, no prédio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), em Curitiba, inaugurado oficialmente hoje.

"A instituição toda é que orienta os gestores públicos na legalidade dos contratos, convênios e atos. Nós somos os orientadores e ao mesmo tempo os defensores do Paraná em juízo, nas ações judiciais. E todos nós aqui somos concursados competentes, muito experientes. Temos muito a contribuir para que o Paraná receba os melhores serviços públicos e para que o equilíbrio das contas públicas seja garantido", afirmou.

De acordo com ela, a diminuição nos repasses das receitas da União e a crise mundial, "com empresas exportadoras ou importadoras passando por dificuldades na concorrência de mercado", serão seus principais desafios. "Tudo isso é prioridade e vai requerer várias situações jurídicas. Os gestores públicos muitas vezes têm muitos interesses a cumprir e a atender para o povo e nem sempre há recursos suficientes. Nós vamos colaborar para que o governo possa continuar prestando serviços públicos eficientes à população", completou.

Jozélia já tinha ocupado o cargo anteriormente, durante o governo do atual senador Roberto Requião (PMDB), entre 2007 e 2008. Na época, ela pediu demissão após orientar o chefe do Executivo a cumprir uma decisão judicial do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). No documento, a procuradora-geral dizia que foi tratada com desrespeito pelo então governador.

Já Júlio Cezar Zem estava à frente da instituição desde outubro de 2011, quando substituiu Ivan Bonilha, que foi para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR). Emocionado, em sua despedida ele agradeceu as pessoas com quem trabalhou e disse sair realizado. "A PGE superou e muito as metas estabelecidas no contrato de gestão firmado com o governador Beto Richa".

Novo prédio – Em relação ao edifício da PGE, alvo de polêmica quando do anúncio da desapropriação do Hotel Crowne Plaza, Jozélia Nogueira disse acreditar que toda aquisição de prédio privado é "sempre polêmica", e defendeu a aquisição da nova sede. "Nós estávamos pagando quatro aluguéis caríssimos, de R$30 mil a R$25 mil ao mês para cada um dos prédios. Isso também não é uma gestão eficiente do dinheiro público. Esse prédio próprio integra o patrimônio do Estado e, consequentemente, melhora nossa capacidade de endividamento".

Segundo ela, o local é propício para o deslocamento aos órgãos públicos. "Eu acredito que (a compra) foi muito eficiente e que as críticas se dissiparão com o tempo, pelos benefícios que essa centralização dos procuradores num lugar só causará à sociedade paranaense".

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