O procurador da República em Londrina, João Akira Omoto, enviou ofício ontem à gerência regional do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) pedindo informações sobre o que estaria ocasionando filas de espera aos usuários. No último sábado, a Folha reportou a situação de muitos londrinenses que procuram atendimento e acabam tendo que aguardar nas filas de espera ou têm suas consultas agendadas.
O procurador pretende ainda visitar a agência regional do INSS na próxima semana. Ele quer apurar o que de fato está acontecendo para depois definir quais medidas poderão ser tomadas. ‘‘Temos que ver o que poderia ser feito emergencialmente para resolver o problema. Parece que há problemas na triagem dos pacientes e no agendamento de procedimentos’’, apontou.
O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, avaliou que a pressão junto aos responsáveis dos órgãos, muitas vezes, pode ser uma alternativa para que o problema não precise passar pelo Judiciário.
O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogayar, também apontou que cobrar soluções dos responsáveis ajuda. Ele explicou que é importante que o usuário tome nota do nome do funcionário e do cargo que ocupa.
Entrevistado pela Folha quando a reportagem foi publicada, o gerente da INSS, Dejair Antonio de Lima, disse que o Ministério da Previdência Social está tentando melhor o atendimento, colocando à disposição dos usuários um número de telefone e também o site na Internet. Ele alegou que um dos grandes problemas enfrentados é a defasagem de servidores.
Já em relação às filas nos bancos, outro ponto abordado pela reportagem, o coordenador do Procon, Martiniano Tito Valle, reforçou que o primeiro passo é procurar o responsável pela agência para registrar a reclamação. ‘‘O gerente tem a obrigação de representar o banco nesse primeiro contato.’’ Caso o problema persista, o consumidor deve procurar o órgão de defesa do consumidor.
A contabilista Márcia Schwartz disse que toda semana reserva um tempo precioso nas agências locais do trabalhador da Caixa Econômica Federal. ‘‘Tenho que esperar, pelo menos, 40 minutos e, às vezes, preciso voltar outro dia’’, afirmou. ‘‘Já reclamei com dois gerentes e pelo telefone de atendimento, mas nada foi resolvido.’’
O gerente de mercado da Caixa, José Roberto Matheus, garantiu que desde o dia 10 mais sete agências estão atendendo, a partir das 9 horas, os trabalhadores que buscam informações sobre os créditos do FGTS que estão sendo pagos pelo Governo Federal.

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