Procurador quer até 50% da frota nas ruas
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terça-feira, 11 de julho de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A Procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Londrina ingressou no final da tarde de ontem com medida cautelar junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 9 Região, em Curitiba, pedindo que entre 30% e 50% do serviço seja retomado imediatamente. O sindicato que representa os empregados adiantou que não teme a ação judicial nem os seus desdobramentos.
Os procuradores do Trabalho, Djailson Martins Rocha e Ricardo Bruel, pediram que o juiz obrigue a categoria a garantir o funcionamento de 50% da frota nos horários de pico de 5h às 8h e das 17h às 20h e de 30% nos demais horários. Caso a decisão não seja cumprida, o sindicato estará sujeito a uma multa diária de R$ 50 mil. A decisão do juiz, segundo os procuradores, deverá sair ainda hoje. Um oficial de Justiça irá verificar o cumprimento da determinação judicial e, caso algum trabalhador esteja sendo impedido de trabalhar, pode haver intervenção policial. Com a consideração de que a greve seja abusiva, as empresas podem demitir os grevistas e contratar novos funcionários.
Na reunião com o MPT na tarde de ontem, o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, alegou que precisaria consultar a categoria antes de apontar qual o percentual da frota que seria colocado em circulação. No final da tarde, entretanto, os trabalhadores decidiram em assembléia que nenhum ônibus irá deixar as garagens enquanto as empresas não apresentarem uma ''proposta minimamente aceitável''. O vice-presidente do sindicato, José Faleiros, afirmou que todos estavam cientes de que o MPT entraria com ação na Justiça e quais seriam os riscos existentes caso a greve venha a ser declarada abusiva. ''Os trabalhadores não vão acatar nenhuma determinação de forma arrogante. Disseram simplesmente que não vão dirigir'', completou o sindicalista.
O presidente do Metrolon, Paulo Bongiovani, havia sugerido ao MPT que pelo menos 60% da frota circulasse, seguindo o que já teria ocorrido na capital do Estado. Os próprios procuradores, no entanto, consideraram que tal percentual inviabilizaria a manifestação dos trabalhadores.


