O procurador de Justiça do Estado Bruno Galatti garantiu que em nenhum momento teve a intenção de atirar contra os dois homens que tentaram assaltar sua residência, na zona sul de Londrina, no último dia 10 de agosto. Em declaração complementar ao delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Luiz Barroso, em 25 de agosto, Galatti declarou que ao disparar um tiro pretendia apenas assustar os ladrões.
Galatti esteve na delegacia na semana passada e reconheceu André Luis dos Santos, 21 anos, como sendo um dos homens que haviam invadido sua residência. Santos havia sido preso junto com outro rapaz e mais três menores, no Jardim Maracanã (zona oeste). No local, os policiais apreenderam seis armas e produtos roubados. Até ontem, duas vítimas incluindo o procurador haviam reconhecido Santos e outras seis reconheceram os menores.
Quando foi preso, o rapaz apresentava um ferimento nas costas mas garantiu que não havia tentado roubar a casa de Galatti. Santos declarou que tinha sido ferido ao reagir a um assalto no mesmo dia da tentativa de assalto contra Galatti. Ele passou nove dias internado mas o projétil não foi extraído e continua alojado em um de seus pulmões.
No depoimento à polícia, Galatti relatou que durante a tentativa de assalto, que aconteceu por volta das 20 horas, efetuou um disparo com sua pistola. O tiro, segundo o procurador, foi dado ''através da janela (que estava fechada) da área de serviço, em direção ao muro da residência, como forma de assustar os ladrões que estavam em seu quintal e que, momentos antes, haviam rendido seus dois filhos e sua esposa''. O local estava escuro e ele não teria visto ninguém passando no momento do disparo. Ao contrário do que foi divulgado no dia 22 de agosto, data do reconhecimento, o procurador assegurou que não saiu até a janela para disparar.
Galatti declarou ainda que saiu até a parte externa para procurar o projétil. Como não o encontrou, ''teve pressentimento que o disparo pudesse ter atingido um dos assaltantes''. Ele pediu que o inquérito fosse remetido à Procuradoria Geral de Justiça do Paraná e afirmou que não registrou queixa na Polícia Civil porque acreditou que, ao acionar a Polícia Militar, a ocorrência seria repassada ao delegado de plantão. Galatti também entregou cópias à Polícia do registro da pistola e do porte de arma.

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