O procurador da República em Cascavel, Celso Antônio Três, denunciou a prática de extorsão envolvendo advogados e policiais da cidade e um delegado de Curitiba por improbidade administrativa. A extorsão por parte de policiais seria de R$ 10 mil, para facilitar o depoimento de uma pessoa indiciada na investigação de fraude à Caixa Econômica Federal (CEF), em novembro de 97, que resultou no desvio de R$ 100 mil.
O depoimento seria tomado num domingo à tarde, quando o movimento de pessoas na delegacia é menor. A facilitação também se daria com protelações de prisão, de forma irregular. Dois advogados envolvidos levariam cerca de R$ 5 mil cada. O delegado de Curitiba teria vindo à cidade para prestar serviço particular à Digidata, empresa que presta serviços à CEF.
O caso foi encaminhado pelo procurador à Polícia Federal, em Foz do Iguaçu. Ele pediu abertura de inquérito dizendo ter provas ‘‘irrefutáveis’’ da participação dos advogados e dos policiais na extorsão e do envolvimento do delegado de Curitiba no caso. Entre as provas, gravações de conversas por telefone, que totalizam 12 horas em 14 fitas cassetes. Ele obteve as gravações através de interceptação de ligações telefônicas, obtida por vias judiciais. O nome dos envolvidos não foi revelado, para evitar prejuízos à investigação.

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