Policiais do 8º Distrito Policial de Curitiba iniciaram ontem as investigações para descobrir a mãe do bebê recém-nascido encontrado no último sábado por um cachorro da raça Rottweiller. Os investigadores da Polícia Civil ouviram alguns moradores da região, levantando informações sobre uma jovem que pode ser a mãe da criança. O bebê, chamado pelas enfermeiras de João Henrique, está internado no Hospital do Trabalhador em estado estável, mesmo estando em incubadora e alimentado por sondas.
A polícia está levantando informações sobre jovens grávidas em postos de saúde do bairro Vila Fanny, onde a criança foi deixada em um saco plástico. Ela foi encontrada por Joanita Rodrigues Miranda, dona do cachorro. Além de colher dados nos postos de saúde, os policiais estão apurando as pistas repassadas pelos moradores.
Segundo informações do hospital, a criança passa bem. O bebê vem ganhando peso e se adaptando bem à sonda. Por causa da forma que foi encontrada, a criança chama a atenção dos pacientes, que a visitam. Por enquanto, o Conselho Tutelar de Curitiba detém a guarda temporária da criança.
Treinamento - Para o adestrador de cachorros Marcelo Costa Silva, o caso do Rottweiller e o bebê da Vila Fanny pode servir para modificar a imagem negativa que as pessoas têm deste animal. Silva, que trabalha com cães há mais de 10 anos, acredita que animais agressivos são frutos do mau treinamento e tratamento. O adestrador admite que existem raças mais agressivas - como o Rottweiller, Fila, Mastin, entre outros. No entanto, ele considera que essa característica pode ser modificada. ‘‘O dono é que molda a personalidade do cachorro’’, avalia. Para ele, o Rottweiller de Joanita não atacou o bebê porque estava habituado com o convívio com crianças. Silva afirma que cães bem adestrados só atacam pessoas em situações extremas. ‘‘Quando a casa do dono é invadida, o animal tenta protegê-la, tentando expulsar o que ele identifica como agressor’’, comenta. (I.R.)

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