''Preciso de uma senhora de 70 a 100 anos, livre e lúcida, que ganhe acima de R$ 1.000 (mil reais) como eu, que possa viajar pelo Brasil e America Latina e que queira compromisso sério ou não''. O homem por trás deste pedido de anúncio que chegou à Folha dia desses é Aparecido Gonçalves Oliveira, 68 anos. Funcionário público federal aposentado, ele quer simplesmente uma companheira para dividir os bons momentos da vida.
Morador em Campo Mourão, Aparecido já foi casado mas há 14 anos não tem um relacionamento sério duradouro. É pai de quatro filhas. Faz o tipo estrovertido e não dispensa um bom programa a dois. Militante em grupos de terceira idade, também não abre mão das viagens de turismo. A opção de conhecer mulheres maiores de 70 anos, segundo ele, se deve ao fato de que são mais maduras e saudáveis. Ele diz que teve diversas namoradas mas o problema sempre foram os filhos delas, que nunca aprovavam o relacionamento.
Para as interessadas, Aparecido esclarece que é moreno-claro, tem 1,69 m de altura, pesa 73 quilos e tem os cabelos grisalhos. Vícios não tem nenhum há 14 anos. E não procura mulheres irreais, garante. ''Não faço distinção de raça, religião, se é magrinha ou gordinha. Não tenho preconceito de nenhuma espécie. Se quiser morar junto, tudo bem. Se não quiser, tudo bem também. Se tiver rol de amigos tudo bem.'' Também não se incomodaria se a companheira vivesse em outra cidade. Aparecido afirma que, como servidor aposentado, tem condição financeira estável e sua única preocupação é que sua futura companheira também tenha essa segurança. ''Quero conhecer uma mulher lúcida, entre 70 e 100 anos, e que ganhe um bom salário para conseguir se manter sozinha'', esclarece.
Sobre sua vida, Aparecido revela que perdeu a virgindade quando tinha 10 anos com uma mulher bem mais velha que ele. Foi lavrador dos seis aos 23 anos, andarilho entre os anos de 1961 e 1962. No ano seguinte, conseguiu uma colocação como tipógrafo impressor, profissão que exerceu até 1970, quando foi aprovado no vestibular para cursar Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Aos 40 anos, alcançou o diploma e retornou para Campo Mourão. ''Queria mesmo era ir para Rondônia mas, por sacanagem, prestei concurso para trabalhar na Previdência Social, fui aprovado em primeiro lugar e fiquei até me aposentar'', observa.
Chegou a ser preso durante o Regime Militar, por ser considerado de ''esquerda'' por causa de sua formação. Hoje, continua atuando intelectualmente. Desenvolve pesquisa sobre comunismo há 40 anos, é crítico feroz dos alimentos geneticamente modificados os transgênicos e dá aulas de formação de caráter, apenas para mulheres. Gosta de ler e de se manter bem informado.
Quem quiser conhecer mais sobre a vida e o estilo de Aparecido, pode enviar correspondência para a Caixa Postal 443, Campo Mourão (PR), CEP 87300-970. Ele garante que responderá a todas as cartas que receber.

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