Imagem ilustrativa da imagem Procura por vacina contra o sarampo em Londrina cresce quase 500% em agosto
| Foto: iStock

O balanço da vacinação contra o sarampo divulgado nesta quinta-feira (5) pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que bastou um pequeno sinal de ameaça da doença para a população correr para as unidades básicas de saúde. Até julho, o município distribuía em torno de 1,2 mil doses da vacina tríplice viral. Em agosto, foram quase sete mil doses e, em setembro, já foram 1,4 mil pessoas imunizadas. No momento, o município não tem risco de epidemia e há apenas um caso suspeito de sarampo, o de uma criança de quatro anos de idade, que deve ser confirmado ou descartado em cerca de duas semanas.

Segundo números apresentados pela Diretoria de Vigilância em Saúde, em julho foram aplicadas 1.275 doses da vacina contra o sarampo, em agosto foram 6.974 – alta de 446%. E a procura segue grande. Nos primeiros quatro dias de setembro, já foram 1.412 imunizações. De janeiro a setembro 17.062 doses da tríplice viral foram aplicadas. Em todo o ano passado foram 10.867.

Parte do aumento das imunizações se deve à decisão do Ministério da Saúde que há duas semanas passou a distribuir a vacina para bebês na faixa etária de seis meses a 11 meses e 29 dias. Até então, a primeira dose era ministrada somente após a criança completar um ano de vida. O município tem 5.182 pessoas nesta faixa etária e, até agora, 1.146 receberam a vacina, o que corresponde a uma cobertura de 22,11%.

“O município ainda está em situação de tranquilidade, mas há uma procura muito grande pelas vacinas. A população de fato está preocupada e a vacinação, realmente, é a melhor opção nesse momento. É uma prevenção eficaz e gratuita que temos”, disse a diretora de Vigilância em Saúde do município, Sônia Fernandes. Ela fez um apelo para que os pais de crianças acima de seis meses e abaixo de um ano levem seus filhos para vacinar. Em outros estados onde há grande incidência da doença, como São Paulo e Santa Catarina, foi observado que grande parte das complicações decorrentes do sarampo ocorreram em crianças nessa faixa etária. “Por isso a importância de tomar a vacina agora, quando estamos nessa situação de tranquilidade, enquanto não temos o vírus do sarampo circulando no município. Que a gente possa continuar nessa tranquilidade.”

A imunização também está disponível para adultos. Pessoas até os 29 anos de idade precisam ter duas doses da vacina de sarampo e, de 30 a 49 anos, uma dose. Profissionais da área da saúde também precisam ter duas doses, independente da faixa etária. “As pessoas que se enquadram nessa faixa etária, que têm direito à vacina, estão procurando. Mas a gente orienta quem vai se deslocar para municípios ou regiões onde há circulação do sarampo, que tome a vacina 20 dias antes de viajar, independente da idade. Que ela vá sem o risco de ficar doente, em primeiro lugar, e sem o risco de trazer a doença para o município.”

Quem não tem a carteira de vacinação e não sabe se já foi imunizado contra o sarampo, Fernandes ressaltou que o município começou a manter o registro digital das vacinações desde 1992. Se a pessoa já vivia em Londrina nessa época, o município deve ter o histórico de vacinação e pode fornecer a segunda via da carteira. Se tiver tomado a vacina e tomar de novo, não tem problema, embora não seja a recomendação do Ministério da Saúde. “Não existe uma dose máxima de vacina, diferente da medicação. Sempre que existir dúvida e não houver o registro, a opção é sempre por realizar a vacinação para ter certeza de que o indivíduo está protegido.” Para as pessoas acima de 49 anos de idade, não há indicação de vacina porque as chances desses indivíduos já terem tido a doença quando crianças é grande.

DENGUE

Os números da dengue em Londrina apontam para uma estabilização, mas a Secretaria Municipal de Saúde alerta que o risco de explosão dos casos persiste. Em comparação com os primeiros meses do ano, há um volume menor agora de confirmações da doença, mas mesmo nos meses mais frios e secos o vírus continuou ativo. Entre 29 de agosto e 5 de setembro, foram 110 novos casos confirmados, saltando de 3.052 para 3.162. “A partir de agora, que o clima vai voltar a ser mais quente e as chuvas mais constantes, corremos o risco de ter o mesmo número de casos ou maior do que no primeiro semestre. Embora esteja diminuindo recentemente, se relaxarmos a tendência é subir muito”, alertou Fernandes. No momento, há 902 casos sob suspeita.

Para aumentar o cerco aos focos da dengue, a Secretaria de Saúde programa vistorias aos sábados e domingos para aumentar a cobertura dos imóveis vistoriados. “Vamos tentar pegar os imóveis fechados durante a semana para consigamos fazer a inspeção em 100% dos imóveis nas localidades mais críticas”, explicou a diretora.

mockup