A facilidade para adquirir um veículo aliada às constantes blitze de trânsito aumentaram em 30% a procura pela carteira de habilitação em Londrina. Esta alteração, segundo o chefe da Ciretran em Londrina, Kenji Miyazaki, é perceptível desde o final de 2007, agravada agora pelas férias escolares. ‘‘Nestes períodos, tradicionalmente, o número de alunos e testes é sempre maior. Mas, desta vez, o quadro é atípico.’’
  A conseqüência disso é a demora na realização do exame prático. Desde maio, a espera chega – em média – a 30 dias a partir da última aula. No entanto, alguns estão na fila 40 dias em função também daqueles que repetem o teste. ‘‘Difícil é convencer um adolescente de 18 anos, ávido pela liberdade, que é preciso esperar um pouco mais que o previsto’’, comentou Angela Maria Fudolli, diretora de ensino da Paraná Auto Escola.
  Este é o caso da estudante Ariadne Garcia, que iniciou suas aulas práticas esta semana. Ela iniciou o processo de habilitação no final de abril e esperava obter a carteira até o final de agosto. Porém, sabe que – na melhor das hipóteses – isto ocorrerá no início de setembro. ‘‘Até lá, vou para a faculdade de ônibus mesmo’’, disse a garota um pouco frustrada.
  A Ciretran costumava avaliar – no máximo – dois mil candidatos/mês. Em julho, serão 2.587, principalmente no carro. Para diminuir a espera, a Ciretran organizou um mutirão no último sábado e domingo de junho e atendeu 240 pessoas. Este mês, Miyazaki optou pelo reforço semanal de examinadores de outras praças. E, baseado na agenda de agosto, a alternativa se repetirá.
  Em Londrina, três examinadores atuam regularmente e, em ocasiões esporádicas, outro é retirado das atividades administrativas. Conforme a assessoria de imprensa do Detran-PR, quatro novos funcionários reforçarão a equipe. Um deles, provavelmente, trabalhará como examinador. Cada um consegue aplicar três exames de carro/hora ou 30 exames de moto/hora. Por isso, o gargalo está – literalmente – sobre quatro rodas.
  ‘‘O último concurso autorizado pela Secretaria de Estado da Administração aconteceu há três anos. O problema é a desistência dos aprovados em cargos de nível médio. Até que nova seleção seja realizada, aquela vaga ficará aberta’’, justificou Miyazaki.

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