Procura por agência de empregos cresce 1/3 em relação a 1996
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sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
Lucília Okamura 
A agência local do Sistema Nacional de Empregos (Sine) deve realizar aproximadamente 8.500 atendimentos neste mês, segundo estimativa da gerência. Se a projeção se concretizar, o total será 33% maior que o número de atendimentos registrado em dezembro do ano passado (6.361).
O gerente do Sine, Júlio César dos Santos Zanoni, explica que na primeira quinzena deste mês a agência efetuou 4.551 atendimentos, sendo 1.476 de pessoas que apareceram pela primeira vez à procura de emprego. É o caso das irmãs Enedy, 22 anos, e Neide Rosa Jesus Rocha, 17 anos. Ontem à tarde, elas aguardavam ser atendidas para fazer um cadastro no Sine.
Enedy Rocha conta que trabalhava em uma fábrica de confecções e pediu demissão há um mês. Quero conseguir um emprego melhor, talvez de secretária ou recepcionista, revela. Ela conta que resolveu recorrer ao Sine por orientação de uma amiga. Já Neide Rosa diz que nunca trabalhou e está procurando uma vaga de auxiliar de escritório. Não dá para ficar parada, ressalta.
Júlio Zanoni acredita que, no mês passado, muitas pessoas ainda estavam realizando bicos devido às festas de Natal e Ano Novo. Agora, este pessoal está à procura de um emprego efetivo, daí o aumento de atendimentos no Sine, justifica.
Na opinião de Júlio Zanoni, o grande movimento registrado no Sine todos os dias é reflexo da alta taxa de desemprego. Somos um termômetro do mercado de trabalho. Apesar de ainda não ter feito um levantamento, ele relata que o cargo de auxiliar de serviços gerais é uma das opções mais assinaladas por quem procura emprego, justamente por não necessitar de qualificação.
Nos primeiros 15
dias de janeiro,
agência atendeu
4,5 mil pessoas
A exemplo dos meses anteriores, a oferta de empregos neste mês deve se concentrar principalmente no setor de serviços. No mês passado, este setor ofereceu 159 vagas, enquanto que o comércio foi responsável por 69 vagas, a indústria por 33 e a construção civil por 27.
Júlio Zanoni ressalta que as principais dificuldades para colocar o pessoal no mercado são falta de qualificação e baixo nível de escolaridade. Sobre o primeiro item, ele explica que o Sine tem realizado cursos profissionalizantes aos interessados. No ano passado, foram realizados 80 cursos, abrangendo vários setores, como turismo, agricultura e indústria. Foram atendidos mais de dois mil trabalhadores. A previsão é de que, neste ano, os cursos se iniciem em março, informa.
A realização dos cursos, afirma Júlio Zanoni, já começa a surtir efeito. Ele relata que no domingo foi concluído o curso de vigilante, com mais de 100 formandos. Alguns deles já foram encaminhados e empresas já nos procuraram para ver a possibilidade de contratação.


