''Sou uma das primeiras da minha turma a fazer o cartão.'' A afirmação é da estudante Bruna Santini Nascimento, 14 anos, após retirar o Cartão Transporte (CT), usado no sistema de bilhetagem eletrônica, na Loja de Passes da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), na Área Central de Londrina. A informação é confirmada pelos dados da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU): somente 100 estudantes haviam retirado o CT até ontem, após uma semana de funcionamento do novo sistema.
Acompanhada pela mãe Aguida Santini Nascimento, 40, Bruna levou menos de cinco minutos para ter o documento com foto confeccionado. Por causa da baixa procura dos estudantes, ela não teve que esperar muito: menos de 20 minutos. ''Vamos ver agora como vai funcionar no dia-a-dia'', advertiu Aguida. ''O medo é entrar no ônibus e o cartão dar algum defeito'', complementou.
A desconfiança sobre a eficácia da bilhetagem eletrônica é compartilhada por outros usuários. Também é comum a falta de informação. De acordo com as TCGL e Francovig, os serviços telefônicos das empresas têm recebido questionamentos sobre a integração fora dos terminais e o fornecimento de vale-transporte pelas empresas.
''A procura pelos cartões deve aumentar na semana que vem com o início das aulas em várias escolas e faculdades'', avaliou o chefe de tráfego da TCGL, Daniel Martins. O diretor administrativo da Francovig, Francisco Henrique Francovig, disse, através da assessoria de imprensa, que a ''procura pelo CT está tranquila e todos os equipamentos dos ônibus da empresa estão funcionado sem problemas.''
Os telefones de informações das empresas são: TCGL (0800-4007020) e Francovig (0800-4007989). Além dos estudantes, aproximadamente 300 CTs usuários comuns e 300 vale-transporte de empresas já haviam sido emitidos.
O office-boy Wanderson Camargo Cândido, 17, disse que está esperando o fornecimento do CT pela empresa. ''Não sei quando vai sair. Mas, enquanto isso, vamos usando os passes comuns mesmo'', revelou. Já o caso da dona de casa Hélita Ronsenberg, 59, é exemplar. Por não conhecer o sistema eletrônico, ela afirma preferir continuar usando os passes tradicionais. ''É mais fácil pagar pela passagem, não tem complicação'', decretou.
Para facilitar a adaptação dos usuários, a validade dos passes de papel está garantida pelo menos até o final do ano. ''A mudança gradativa do sistema antigo para o novo está facilitando a adaptação dos usuários'', avaliou o assessor técnico em transportes da CMTU, Marco Antônio Bacarin.
As próximas fases da implantação da bilhetagem eletrônica são a avaliação da gratuidade para estudantes carentes, abertura dos terminais urbanos, implantação dos pontos de integração e inauguração do terminal da Zona Oeste. O plano da CMTU inclui também corredores de integração e passe livre para cem por cento dos estudantes.

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