Passado o período de euforia, o medicamento Viagra, indicado para casos de impotência sexual, já está parado nas prateleiras das farmácias de Curitiba. Nos consultórios médicos a situação não é diferente. Profissionais que antes atendiam diariamente vários pacientes que pretendiam usar a droga já passam o dia sem fazer qualquer prescrição do remédio.
Hoje, 16 dias depois da chegada do medicamento a Curitiba, as farmácias amargam prejuízos em manter estoques parados nas prateleiras. Das mil caixas de Viagra encomendadas pela rede Drogamed, a maior do Paraná, 856 estão ainda à venda. ‘‘Pedimos essa quantidade porque tínhamos 300 pessoas na fila de espera. Só que vendemos apenas 244’’, explica Gustavo Kruger, diretor executivo comercial da Drogamed.
Para Kruger, a empolgação dos consumidores passou por causa da exigência da receita médica. A gerente da rede Nissei, Mary Nakai, também diz que a necessidade de apresentar o receituário na hora da compra inibiu a procura dos consumidores. ‘‘Pagar uma consulta médica para ter a receita acaba ficando caro’’, diz. A caixa de quatro comprimidos de 50 mg custa em média R$ 55, em Curitiba. Desde o início do mês, a Nissei vendeu apenas 23 caixas de Viagra, em onze lojas da rede.
O diretor do Hospital do Coração, cardiologista Mário Sérgio Cerci, também sente que a euforia do Viagra está passando. Ele conta que, no início, chegava a atender até três pacientes por dia. ‘‘Hoje há dias em que não aparece ninguém’’, diz.

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