Procon vai fiscalizar aumentos
O aumento abusivo nas mensalidades escolares está na mira do Procon, segundo promete o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, José Tavares. Levantamento realizado pela Divisão de Estudos e Pesquisas do órgão entre os dias 21 e 22 deste mês, em 37 estabelecimentos de ensino de Curitiba, mostra que apenas oito não reajustarão o valor das mensalidades.
Os aumentos nas escolas particulares de Curitiba vão contra uma tendência nacional. Enquanto no Estado de São Paulo as escolas estão baixando os preços para enfrentar a concorrência, em Curitiba os preços continuam a subir na maioria dos colégios. Apesar disso, Tavares não acredita na possibilidade de existir um cartel entre as escolas para controlar a variação dos preços das mensalidades. Essas discussões chegam com certo atraso a Curitiba, afirma. Para ele, os preços devem começar a cair somente a partir do ano 2000.
A pesquisa do Procon foi contestada pelo Dom Bosco, apontado como o colégio que vai aplicar os maiores aumentos no próximo ano. Segundo o Procon, os reajustes iriam de 11,72% para o primeiro grau a 20% na pré-escola. Os índices utilizados foram em média de 3,5%, afirmou o diretor do grupo, Ricardo Elias Nakid, em nota enviada ontem à imprensa. E as mensalidades da pré-escola não sofrerão qualquer reajuste, disse.
No segundo grau, de acordo com o levantamento, o colégio Bagozzi responde pelos maiores aumentos nas mensalidades - 20,62%. Ainda segundo a pesquisa do Procon, o colégio mais caro de Curitiba é o Positivo, que vai cobrar todos os meses R$ 346,50 dos pais. Apenas oito não vão fazer acréscimos nas mensalidades: Decisivo, Divina Providência, Fênix, Nossa Senhora de Lurdes, Palotti, Bem Me Quer, Salomão Guelmann e Projeção.
Para a pesquisa foram contatadas 84 escolas de Curitiba, das quais apenas 56 informaram os preços praticados. E só 37 estabelecimentos forneceram os valores de 1998 e 1999. (P.G.)





