A falta de pessoal pode reduzir o horário de atendimento da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina a partir de maio. Segundo o coordenador do órgão, Tito Valle, desde que o Procon foi criado em 1992 nenhum novo funcionário foi contratado nem mesmo para repor os que deixaram o serviço. No final do ano passado saíram dois advogados e uma zeladora. A situação se complica ainda mais com a saída, no dia 10, de mais um funcionário administrativo. ''Não temos gente disponível para atender a demanda'', reclamou.
Segundo Valle, a partir de maio, o atendimento no Procon de ser realizado em apenas um dos períodos. Atualmente, a coordenadoria, que funciona na Avenida João Cândido (Edifício Tuparandi), atende das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas.
Valle disse que mais de 100 pessoas são atendidas diariamente no Procon gerando serviços burocráticos além de audiências de julgamento. Ele acumula ainda a função de único advogado do órgão. Todo o serviço é realizado por dois funcionários administrativos e a elaboração dos processos conta ainda com o auxílio de 10 estagiários nove do curso de direito e um de contabilidade.
O Procon, explica o coordenador, atua na defesa, prevenção e garantia da aplicação das leis do Código de Defesa do Consumidor, nas relações de compra e venda e na prestação de serviços, e ainda na fiscalização de propagandas abusivas. ''Seríamos mais eficientes se pudéssemos atuar preventivamente, orientando e impedindo que as pessoas fossem lesadas'', lamentou.
Valle reconhece que o índice de resolução dos processos é baixo. No ano passado, informou, foram analisados mais de 24 mil casos. Desse total, 10% geraram processos administrativos com a realização de audiências e 50% deles foram resolvidos. ''O trabalho é razoável se considerarmos a estrutura que dispomos'', justificou. Segundo ele, em centros menores como Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, os Procons funcionam melhor porque a estrutura é maior que em Londrina.
No ano passado, de acordo com o coordenador, foi enviado à prefeitura um projeto de estruturação para o Procon prevendo a contratação de mais funcionários para os trabalhos administrativos, além de equipes de fiscalização e mais 10 bolsas de estágio. A ampliação de pessoal permitiria, segundo ele, que as multas geradas aqui ficassem no município, permitindo ainda a sustentabilidade do órgão. Atualmente esse dinheiro vai para Curitiba, pois o Procon depende do auxílio deles na realização das ações de fiscalização.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que o projeto está em andamento. O município aguardava a finalização das negociações salariais que ocorreu no final do mês passado para avaliar o custo dessas novas contratações na folha de pagamento.

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