O Procon de Maringá multou ontem em R$ 10 mil a empresa Tecpark, responsável pelos parquímetros instalados no centro da cidade para controlar as vagas de estacionamento público. A multa foi aplicada com base nas reclamações de usuários que acusam a Tecpark de não respeitar o prazo de tolerância de 7 minutos. Depois desse tempo é necessário acionar o sistema. A Tecpark, conforme reclamações registradas no Procon, estaria aplicando multas aos motoristas que não acionam o sistema, independente do prazo de tolerância.
De acordo com o promotor Adilson Reina Coutinho, a Tecpark infringiu uma das cláusulas do contrato com a prefeitura. Ele informou que somente em dois dias o Procon registrou 12 reclamações contra a Tecpark. Todas foram referentes a aplicações de multas sem que o prazo de tolerância tenha sido respeitado.
O diretor da Tecpark, Denis Cremonese, disse que vai recorrer à Justiça e classificou as denúncias de infundadas. Segundo ele, os usuários que reclamam da empresa resistem ao sistema de parquímetros e estariam se aproveitando das diferenças entre a empresa e a atual administração municipal para desafiar a Tecpark.
‘‘Eles (motoristas) não são usuários dos parquímetros, mas estacionam nas vagas regulamentadas pelo sistema para desafiar, achando que não serão multados. Mas o sistema é eletrônico. Não tem como aplicarmos a multa antes do período de tolerância’’, garantiu.
Segundo Cremonese, o motorista deve acionar o parquímetro logo após estacionar nas vagas controladas pelo sistema. ‘‘Depois de acionado, o sistema não vai descontar os sete minutos de tolerância, mas o que ocorre, é que os motoristas não acionam o sistema e por isso são multados’’, explicou.
O sistema de parquímetros de Maringá começou a funcionar no dia 1º de dezembro de 1999. São 1.350 vagas controladas pelo sistema. Além dos parquímetros, as vagas de estacionamento no centro de Maringá também é controlada pela Zona Verde.

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