Procon investiga denúncia contra escola de Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de dezembro de 2001
Lucinéia Parra<br>De Maringá 
O Procon de Maringá vai investigar denúncia de danos ao patrimônio público contra o Colégio Estadual Gastão Vidigal. Conforme relato de uma professora da instituição, a escola criou uma cooperativa que movimenta R$ 40 mil mensais, mas não emite nota fiscal. O Procon já solicitou documentação da cooperativa e deve denunciar o caso ao Ministério Público.
De acordo com o diretor do Procon, Adilson Coutinho Reina, a denúncia é grave porque envolve a direção de uma instituição pública. Segundo ele, o objetivo da investigação é levantar se a cooperativa existe de fato e de direito. ''Se ela existir somente de fato, fica caracterizado dano ao patrimônio público, e se ela existir de fato e de direito pode ficar caracterizada uma relação de consumo, o que também gera danos ao patrimônio público'', explicou.
O diretor do colégio, Antonio Fávaro Neto, se defende afirmando que a cooperativa foi fundada em 1970 com o objetivo de baratear os custos de materiais de educação aos alunos. Ele explicou que a cooperativa consegue, em consignação, os materiais e livros e depois vende a preço mais acessível aos estudantes. Os recursos que sobram, segundo ele, são revertidos para a escola. Ainda segundo Fávaro Neto, a cooperativa representa um braço da Associação dos Pais e Mestres (APM) e por isso as notas e recibos fornecidos aos consumidores são da associação.


