Os técnicos da Promotoria Especial de Defesa do Consumidor e do Meio Ambiente (Procon), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e policiais civis começaram ontem de manhã uma operação surpresa nos postos de combustíveis para detectar estabelecimentos que estariam comercializando gasolina adulterada. A operação deverá durar até o final da semana e a equipe pretende visitar todos os 84 postos da cidade.
Segundo Rogério Farah Marçal, coordenador do Procon em Londrina, de um mês para cá intensificaram os telefonemas anônimos denunciando a venda de produto suspeito. Ele afirmou que os primeiros postos a terem amostras de gasolina recolhidas foram escolhidos aleatoriamente, e que não existe uma marca que tenha recebido mais denúncias que as outras.
O coordenador estadual do Procon, Magnus Stumpf, que veio a Londrina especialmente para a operação, explicou que a idéia é estender, em uma segunda etapa, a coleta de amostras também a cidades da região.
O combustível recolhido nos postos será encaminhado para análise em laboratório da Universidade Federal do Paraná, que deverá fornecer os resultados dentro de aproximadamente uma semana.
De acordo com Magnus Stumpf, a multa a ser paga pelos donos de postos que estiverem vendendo gasolina adulterada varia de 200 a 3 milhões de UFIRs (R$ 0,9770). O valor é definido através de procedimento administrativo: vários fatores são levados em conta, como volume de vendas do estabelecimento e a situação econômica do proprietário.
Atualmente, uma das poucas maneiras do consumidor perceber a adulteração do combustível é através do próprio desempenho do carro.
‘‘Se a pessoa sempre abasteceu em determinado posto e, de repente, o motor começa a falhar sem que haja outro motivo, ela deve entrar em contato com o Procon’’, explicou Rogério Marçal.
Nas visitas aos postos, técnicos do Ipem - órgão responsável pela fiscalização técnica destes estabelecimentos - recolhem amostras de todas as bombas de gasolina existentes no local.

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