Osmani Costa
Um mil e seiscentos e nove audiências realizadas, das quais 596 resultaram em reclamações resolvidas a contento do consumidor, 691 não foram resolvidas e outras 322 prosseguem com pendências. Atendimento direto a 36.964 consultas de consumidores, das quais 22.413 por telefone e 14.151 pessoalmente. Estes números fazem parte do balanço das atividades do Procon de Londrina em 97.
Os dados foram divulgados ontem, pela diretora executiva do órgão, Sheila Maria Mendes de Ângelo. Hoje e amanhã acontece, em Curitiba, o encontro estadual do Procon, em preparação ao Dia Nacional do Consumidor, que será comemorado neste domingo, 15 de março. O Procon de Londrina realizou ainda, no ano passado, 102 pesquisas de preços para orientação aos consumidores e 161 fiscalizações em empresas suspeitas de irregularidades.
O Procon atendeu outras 1.481 pessoas através de correspondências. Na maioria, elas vieram de pessoas que residem em cidades da região mas compraram algum bem em Londrina e se sentiram lesadas. Todas elas obtiveram respostas às suas dúvidas e tiveram seus casos encaminhados para a busca da solução. ‘‘Nem sempre é para reclamação que o consumidor mantém contato com o Procon. Em grande parte é para solicitar cálculos, informações sobre idoneidade que podem levar à prevenção de um golpe, do prejuízo de um mau negócio’’, comenta Sheila de ângelo.
O maior número de reclamações (406) foi registrado no setor de prestação de serviços, entre os quais os mais comuns são contra eletricistas, pintores, encanadores e outros trabalhadores autônomos. Em segundo lugar, com 314 reclamações durante o ano ficaram os produtos com defeitos, notadamente os eletrodomésticos. Depois, vieram as reclamações (240) contra contratos de financiamento habitacional. Em quarto lugar, com 149 reclamações, ficaram os assuntos envolvendo negociações financeiras. Em quinto, 90 pessoas reclamaram contra atendimentos hospitalares e planos de saúde que deixaram de cumprir o que prometiam na propaganda.
‘‘O número de reclamações e pedidos de informações junto ao Procon vem aumentando ano a ano, graças ao crescimento do sentido de cidadania da população brasileira. O consumidor brasileira, felizmente, vai deixando para trás aquele perfil tímido e vergonhoso, dentro do qual reclamar era considerada coisa feia’’, ressalta a diretora executiva do Procon de Londrina.
Segundo ela, até três anos atrás as reclamações se concentravam nas classes sociais média e alta. ‘‘Agora, as pessoas da classe baixa já reclamam tanto quanto as das outras duas. E isso é muito bom. Significa que o Código de Defesa do Consumidor foi sendo compreendido, respeitado e serve hoje de instrumento de toda a sociedade. As pessoas deixaram para trás a vergonha e estão indo em busca de seus direitos’’, afirma Sheila de Ângelo. Ela informa que a lista com os nomes das empresas londrinenses que causaram prejuízos aos consumidores e foram flagradas pelo Procon em 97 será divulgada, em breve, pelo Diário Oficial do Estado.

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