Procon confirma direito a meia-entrada
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A cobrança da meia-entrada no cinema tem causado polêmica em Londrina. De um lado estão os estudantes, que exigem a cobrança da meia-entrada com a apresentação de qualquer carteirinha de estudante. Do outro, a gerência de um dos cinemas da cidade, que até há alguns dias exigia uma série de documentos e não reconhecia o direito dos estudantes de pós-graduação.
Durante a última semana, a Folha publicou algumas cartas de estudantes, principalmente de cursinhos pré-vestibulares e de pós-graduação, indignados com a resistência do cinema em reconhecer o direito do meio-ingresso. Para normatizar a situação, o Procon definiu em conjunto com o sindicato das empresas cinematográficas do Paraná, um termo de ajustamento de conduta à lei que prevê o benefício da meia-entrada.
Segundo o coordenador do Procon de Londrina, Gérson da Silva, está definido que só tem direito a pagar meia-entrada os estudantes de 1º, 2º e 3º graus, incluindo estudantes de pós-graduação, mas excluídos os estudantes de cursinhos. ''Se a gente abrisse exceção para os estudantes de cursinho teríamos que abrir para todos os de cursos livres, como inglês, por exemplo. Por isso o critério é atender estudantes de cursos regulares'', explicou Silva.
Para ter direito à meia-entrada o estudante deve apresentar uma identificação estudantil, seja da própria instituição onde estuda ou de órgãos como a União Nacional de Estudantes (UNE) ou União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (ULES). No documento deve constar o nome da instituição onde a pessoa estuda, o nome e a foto do estudante. Caso não conste a validade na carteirinha, ou seja, até quando o estudante vai estudar, é preciso apresentar o comprovante de matrícula do ano letivo de 2004.
Ontem, a estudante do 3º ano de turismo da Universidade Filadélfia (Unifil) Jaciane dos Reis, 19 anos, não conseguiu pagar meia-entrada no cinema. ''Não fiz a matrícula ainda, por isso não tenho o comprovante'', justificou, mostrando a carteirinha da instituição onde não consta o ano letivo. Já a estudante do 2º ano de pedagogia da Universidade Norte do Paraná (Unopar) Daniela de Souza, de 22 anos, cuja carteirinha tem validade até dezembro de 2005, não teve problema em comprar a meia entrada.


