Cascavel - A Procuradoria do Consumidor (Procon), de Cascavel, instaurou ontem processo administrativo contra a empresa Koppenhagem, cuja análise de contraprova realizada em amostras do leite tipo B pasteurizado in natura comprovou que o índice de água permitido em sua composição estava acima do normal. A análise foi realizada pela Fundação de Desenvolvimento Tecnológico de Cascavel (Fundetec).
O índice crioscópico (que avalia a quantidade de água no leite), aceitável varia de -0,530 a -0,550 graus, porém o apresentado nas duas amostras colhidas da Koppenhagen foi de -0,522 graus. Amostras do leite Lacto Bom também foram avaliadas na contraprova, mas apresentaram índices permitidos de água em sua composição.
De acordo com o coordenador do Procon, Otto Reis Filho, com base nessa constatação técnica, a empresa poderá ser multada. Os valores arbitrados da multa observam a capacidade econômica da empresa e os prejuízos causados. Ele acrescenta que conforme o artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor, a multa pode variar de 200 a 3 milhões de Ufir.
Além da multa, a empresa ficará obrigada a fornecer ao Procon, um laudo semanal sobre as condições técnicas dos lotes colocados à venda com a marca onde constatou-se o problema. Segundo o coordenador do Procon, os leites da empresa não serão apreendidos pelo órgão, já que o índice não oferece riscos à saúde.
A empresa alega que a quantidade de água acima do permitido ocorreu devido à alimentação do rebanho nesta época do ano, quando aumenta o consumo de aveia. O proprietário Leônidas Fagundes Júnior garante que a alimentação já foi modificada e que a qualidade do leite não está comprometida.

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