Alexandre Sanches
O presidente da UDR no Paraná, Marcos Prochet, rebateu ontem à tarde, em Londrina, as acusações dos sem-terra de que ele teria comandado a desocupação das fazendas Boa Sorte e Santo Ângelo, em Marilena. Dizendo-se surpreso com a acusação, ele garantiu que há pelo menos 40 pessoas que comprovam que ele estava em Londrina no sábado.
‘‘Às 6 horas eu estava na rodoviária buscando minha mulher e uma amiga que chegavam de viagem. Em seguida, eu fui para a minha empresa e circulei pela cidade. O MST está querendo me incriminar de qualquer forma e agora usa estas pessoas como massa de manobra’’, afirmou. Prochet comentou que, desde o incidente, no sábado, em Marilena, ele e a família não conseguem mais ter paz.
Prochet considera um absurdo os sem-terra o acusarem, dizendo que o reconheceram pelo porte físico e pela voz ao comandar a desocupação da fazenda. ‘‘Com o meu físico não aguento correr dois metros. Muito menos poderia comandar uma operação de desocupação das fazendas. É um absurdo’’, disse.
‘‘Evitei tomar qualquer partido nesta questão para não me envolver no caso. Mesmo assim o MST quer me comprometer. Para mim, esta questão vai ser resolvida na Justiça, independente se os sem-terra que prestaram depoimento em Nova Londrina foram orientados a me acusar ou não’’, ressaltou. No final da tarde de ontem ele procurou o advogado da entidade em Paranavaí, José Ortiz, para que tome as providências sobre o caso.
Prochet disse que na região de Nova Londrina não há fazendeiros filiados à UDR, mas que dará suporte para os proprietários das fazendas, Teissi Tina e Toshio Konda. Para ele, os maiores culpados pelo episódio são o Incra, ‘‘que declara propriedades produtivas como improdutivas e comunica o fato aos sem-terra para novas ocupações’’, e o governo do Estado, que não cumpre as reintegrações de posse. ‘‘As terras do Tina e do Konda são produtivas. Há décadas eles trabalham a terra. Não dá para aceitar isso’’.

mockup