O presidente da UDR no Noroeste do Estado, Marcos Prochet, disse ontem que foram encontrados ‘‘indícios de fraude’’ num processo de desapropriação de terra conduzido pela superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná. O processo refere-se à Fazenda Jerusalém, em Nova Cantu, região central do Paraná, cujo decreto de desapropriação está suspenso por uma liminar obtida pelos donos.
A denúncia partiu de uma reclamação da mulher do dono da área, Dino Borgio. Orientada pela UDR, ela contratou o agrônomo Rogério Giovanini para uma vistoria na área, que revelou dados diferentes dos apontados pelos técnicos do Incra.
A diferença fundamental está na extensão da reserva legal da fazenda. Para o Incra, essa reserva tem 155 hectares; para Giovanini, apenas 70. O tamanho da reserva legal influencia na definição do Grau de Utilização da Terra (GUT), que precisa ser superior a 80% para que a área seja considerada produtiva. ‘‘Pelos dados do agrônomo, o grau de utilização é de 86,88%; para o Incra, cai para 75%’’, disse Prochet.
Para o presidente da UDR, o Incra cometeu um erro ‘‘intencional’’. ‘‘Isso vem da leviandade do Incra e já verificamos casos parecidos’’, disse. Ele citou o da Fazenda Saudade, em Santa Isabel do Ivaí, que aparece no cadastro do Incra com 69% de GUT. ‘‘Peritos da Justiça constataram utilização de 120%’’, disse.

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