O secretário da Fazenda de Londrina, Francisco Simões, protocolou ontem no fórum 4.500 processos de execução de contribuintes inadimplentes. As dívidas variam de R$ 45 mil a R$ 200 mil, totalizando R$ 13,7 milhões. As dívidas são referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS). Segundo o secretário, é a primeira vez que o município faz uma cobrança judicial desta proporção.
Os nomes dos devedores não foram divulgados pela prefeitura pois, segundo o secretário, eles são protegidos pelas leis dos Códigos Tributários Municipal e Nacional. Os processos atingem em maioria, pessoas físicas. Do recebimento destas dívidas dependem os pagamentos de salários e fornecedores da prefeitura.
Mas o secretário não está otimista. Na execução anterior, um pequeno número de contribuintes quitou os débitos, a maioria embargou os processos na Justiça. Simões lembrou que os grandes devedores do município estavam entre os 1.100 processos executados em outubro, cuja maior dívida é de R$ 1,5 milhão de uma construtora. No setor de construção civil, segundo o secretário, estão os grandes devedores do município.
A dívida ativa do município é de R$ 87 milhões, contraídas a partir de 1995. Desse total, R$ 49 milhões são de IPTU e R$ 38 milhões do ISS. Os anos anteriores, segundo Simões já prescreveram, e renderam um grande prejuízo para Londrina. ‘‘Temos informações que o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida impediu a execução das dívidas até 1994’’, garantiu o secretário.
Francisco Simões afirmou que no dia 7 de dezembro a secretaria envia 30 mil novas cartas aos inadimplentes do IPTU do exercício de 2000 e mais 12 mil cartas a devedores incluídos na dívida ativa (95 a 99). ‘‘Esperamos que as execuções motivem outros devedores evitando esse tipo de constrangimento’’, disse.

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