PROCESSO TRABALHISTA - Londrina adota sistema eletrônico
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quarta-feira, 01 de junho de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Entrou em funcionamento na manhã de ontem o sistema eletrônico para os processos trabalhistas em todas as Varas do Trabalho de Londrina. A partir da digitalização dos processos, os documentos não precisarão mais ser arquivados em pastas, nos estandes, mas poderão ser manipulados online em tempo real.
''Usando a internet o advogado conseguirá apresentar sua petição e ajuizar uma ação trabalhista durante sete dias por semana, 24 horas por dia. Nós eliminaremos esses papeis e o tempo que o documento leva desde que sai da mão do advogado até chegar ao juiz'', explicou o juiz do Trabalho e coordenador da implantação do sistema no Paraná, Bráulio Gabriel Gusmão.
Londrina é a segunda do Interior do Paraná a adotar o sistema digital, que começou a ser implantando em 2009, com a criação das três primeiras Varas Digitais de Curitiba.
No final de 2010, foi a vez da Vara do Trabalho de Cambé substituir o papel pelo meio eletrônico. Incluindo as sete unidades de Londrina, serão agora 31 varas funcionando de forma digital no Paraná. Segundo o coordenador da implantação do sistema no Paraná, atualmente, 27 mil ações trabalhistas estão em andamento na cidade.
Além de um workshop realizado com os advogados para a apresentação do sistema, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) também está oferecendo aos interessados um curso a distância, que ficará disponível no site do TRT-PR (www.trt9.jus.br). ''São tutoriais, vídeos e apostilas elaborados especificamente para os que atuam em Varas do Trabalho do Paraná'', explica Gusmão.
Para o presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Elizandro Pellin, a implantação do processo eletrônico é apoiada pela OAB local, pois será extremamente positiva para a agilização dos trabalhos das Varas. No entanto, ele destaca que é preciso que o sistema seja utilizado de forma conjunta com o método já usado atualmente, pois muitos advogados ainda apresentam dificuldades para se adaptar. ''O processo eletrônico, respeitada a velocidade de adaptação das pessoas, irá facilitar o trâmite dos processos, agilizará a Justiça e as pessoas serão beneficiadas'',
afirmou.


