Edson GuittiMiriam: quase 1 ano sem trabalhar e desinformação sobre o processoA esteticista Miriam de Paula Pinheiro, 43 anos, entrou com uma ação indenizatória no Juizado de Pequenas Causas de Maringá, em março do ano passado. Ela já participou de duas audiências e não conseguiu ainda uma explicação para a morosidade do julgamento. Miriam sofreu queimaduras nas mãos depois de ter usado um creme fabricado pela empresa Galenik, de Londrina.
O acidente ocorreu em 1994. Na época, ela procurou o Procon que abriu um inquérito contra a fábrica. A empresa acabou fechando, mas Miriam não recebeu nenhuma indenização, mesmo tendo que ficar quase um ano sem trabalhar. Em março do ano passado, ela entrou com uma ação no Juizado de Pequenas Causas. ‘‘Fiquei sabendo que aqui (no Juizado) o processo era mais rápido, mas estou vendo que é tão moroso quanto a Justiça Comum’’, diz.
A primeira audiência foi de conciliação, mas as partes não chegaram a um acordo. Na segunda audiência, em setembro, o juiz solicitou que os advogados da empresa providenciassem novos documentos. Desde então, ela não sabe porque a ação não foi julgada. A indenização solicitada pela esteticista é de R$ 2 mil, valor máximo das ações impetradas no juizado.

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