Processo levou 111 anos
Marcelino José Bento Champagnat nasceu em 20 de maio de 1789, em Marlhes, na região de Lyon, França. Caçula de 10 filhos, começou sua vida escolar somente aos 16 anos, quando entrou para o seminário. Uma experiência traumatizante com a escola o havia afastado da educação formal na infância. Ordenou-se sacerdote em 1816 e, logo em seguida, assumiu sua primeira função como coadjutor do pároco, em Lavalla.
Desde o tempo de seminário, pensava em fundar uma congregação de irmãos que se ocupassem da educação cristã e jovens. Em Lavalla, constatou a gravidade do problema: os filhos dos paroquianos não recebiam nenhuma orientação para a vida. Um episódio foi decisivo para colocar em prática seu projeto. Chamado para atender o jovem Jean Baptiste Montagne, que, aos 17 anos, estava morrendo sem nunca ter ouvido falar de Deus.
No dia 2 de janeiro de 1817, Champagnat reuniu seus dois primeiros discípulos e começou a prepará-los com as noções essenciais para um educador catequista. Estava fundada a Congregação dos Irmãos Maristas, uma instituição voltada para a educação que hoje está presente em mais de 70 países. O padre Marcelino Champagnat morreu no dia 6 de junho de 1840.
Para o professora Silvana Lunardelli Stricagnoli, a demora de 111 anos em reconhecer Marcelino Champagnat como santo é perfeitamente natural. O processo é feito por etapas, com pesquisa e apresentação de relatórios, documentos e testemunhos. É como um tribunal, com defesa, promotoria e jurados, explica. (T.E.)





