Ainda segundo o geofísico André Rugenski, a ANP decidiu buscar petróleo em terra, pois o processo é mais rápido e econômico que a exploração no oceano. ''O custo é cerca de 50% menor'', explicou. Ele lembrou que o primeiro barril de petróleo retirado em terra no Brasil foi encontrado na cidade de Bofete, no interior paulista, que também pertence à bacia do Rio Paraná.
Os trabalhos no Estado começaram nas divisas com o Mato Grosso do Sul e São Paulo e estão prestes a terminar. ''Faltam apenas 640 quilômetros para concluir a detonação'', calcula o chefe da equipe, Luiz Antonio Sá. Segundo ele, várias frentes estão realizando o mesmo trabalho em outras regiões brasileiras. Um projeto semelhante, de R$ 40 milhões, acaba de ser finalizado na bacia do Rio São Francisco, na Bahia, e outro de R$ 50 milhões deve ser finalizado no Mato Grosso em um ano.
''No Nordeste e no Amazonas o petróleo já é explorado em terra, só que o óleo é diferente do encontrado no mar'', reforça o geofísico André Rugenski, lembrando que as nascentes e as Áreas de Preservação Permanente (APPs) das propriedades rurais são protegidas durante todo o processo de detonação. (M.G.)

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