Além de representar um local, os dioramas - outra forma de maquete - também retratam uma época da história. Por isso, neste trabalho, além de talento e paciência, os 'artistas' necessitam de uma boa dose de tempo para pesquisa e estudos. Tudo para que os apreciadores possam realmente visualizar o momento retratado.
Exatamente o que o gerente de escola de idiomas, Ely Torresin, adora fazer. Praticante de modelismo militar há 15 anos, ele dá vida aos tanques e caminhões com seus dioramas ou maquetes. Para a arte, usa gesso nas estruturas, areia e isopor. ''Esculpo e pinto a mão cada parte do cenário. Os bonecos e os veículos são comprados em kits, mas mesmo assim, tenho que pintá-los também. Gosto do período de guerras pela riqueza de detalhes'', conta.
Para construir, Torresin se dedica a pesquisar a fundo tudo o que envolve o período. ''Antes de tudo, começo com muita pesquisa, como as estruturas das edificações, das roupas, as cores dos carros. É tanta pesquisa, que nesse tempo acabei virando um colecionador de livros e filmes de história da época das guerras.''
Mas o que leva uma pessoa a se dedicar tanto? Para ele, o processo todo é um grande desafio, de aprendizado e ao mesmo tempo diversão. ''O primeiro momento envolve todo o planejamento, o tamanho, o que vai em cada diorama. Já num segundo, é a hora da experimentação. É quando uso novos materiais, técnicas diferentes, a construção em si. O terceiro e último momento é ver o trabalho pronto. Daí, é hora de começar um novo'', brinca o professor.
O hobby deu tão certo que ele faz parte do Grupo de Plastimodelismo e Pesquisa de Londrina (PPL). ''Já realizamos várias exposições com mais de 500 modelos dos integrantes.'' Somente Torresin, possui cerca de 120 modelos entre tanques, caminhões e aviões de guerra. (M.T.)

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