Processo é transferido para S.J.Pinhais
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de junho de 1997
Liége Fuentes e Lorena Klenk, 
de Curitiba
O julgamento dos sete implicados na morte do menino Evandro Ramos Caetano, de sete anos, em Guaratuba, em abril de 92, não passa deste ano. A juíza de Guaratuba, Anésia Kowalski, entregou todo o processo - com 61 volumes - ontem, para a juíza titular de São José dos Pinhais, Marcelise Weber Loripe, concluindo assim o desaforamento do processo.
De acordo com a juíza de São José, que assume todo o caso, o julgamento aconteceria em agosto se o processo tivesse sido instruído por ela. A definição da data vai depender do tempo que a promotoria local vai levar para se inteirar do processo. Um promotor que já conheça o caso também poderia ser indicado e isto agilizaria a definição da data do julgamento, mas a hipótese está descartada pelo Ministério Público. Mesmo assim, a intenção do Ministério Público é de que haja julgamento o quanto antes, afirma o procurador Olympio Sotto Maior.
Independente da definição da data, e na hipótese de serem condenados, os sete réus acusados de terem matado o menino num ritual de magia negra, deverão ser colocados em liberdade. Em julho, os sete completam cinco anos de prisão (entre prisão fechada e domiciliar), o que já corresponderia ao cumprimento de um sexto da pena, se fossem condenados inclusive à pena máxima de 30 anos.
O julgamento dos sete réus pode ser realizado separadamente, se algumas das partes de defesa solicitar e a juíza da comarca acolher as justificativas. Mas, de acordo com Marcelise Loripe, por vontade própria (de ofício), não vou separar o julgamento.
Os sete acusados aguardam o julgamento em prisão domiciliar. As primeiras a obter o benefício foram Celina e Beatriz Abagge - mulher e filha de Aldo Abagge, que era prefeito de Guaratuba na época do crime. As duas vivem num apartamento em Curitiba, desde o dia 1º de abril de 96.
Em setembro, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus aos outros cinco acusados: Airton Bardeli dos Santos, Francisco Cristofolini, Osvaldo Marcineiro, David dos Santos Soares e Vicente de Paula Ferreira.


