Processo é montado para evitar fraudes
Patrícia Feliciano, chefe interina do Ciretran, explicou que em casos de clonagem de placas é preciso primeiro registrar um boletim de ocorrência para indicar que o veículo é suspeito e depois apresentar ao órgão competente a documentação necessária para dar entrada no recurso.
Entre a papelada estão a cópia do auto de infração - ''para ver se existe algum erro de digitação, por exemplo'', além dos documentos do carro e provas documentadas que apontem que o motorista não cometeu a infração. ''Só a palavra do condutor não vale.'' Em seguida, o veículo deve ser levado ao Detran, para a vistoria do chassi.
Segundo Patrícia, tem quem se aproveite da legislação para cometer infrações e depois pedir a troca de placas. ''Para evitar fraudes é montado um processo, que é encaminhado à coordenadoria de veículos do Detran, em Curitiba, que irá comprovar se o carro foi mesmo clonado. Se a clonagem realmente aconteceu, só então o Detran autoriza a troca de placas.''
Ainda de acordo com a chefe interina do Ciretran, com o registro do boletim de ocorrência, os dados do veículo ficam à disposição da Polícia Militar e da Delegacia de Furtos e Roubos para investigação. ''Se ficar comprovado o clone, o proprietário é ressarcido de todas as multas pagas previamente. Ele paga apenas as infrações que não conseguiu comprovar que foram feitas pelo veículo clonado.''
Conforme o delegado-chefe de Londrina, Sérgio Barroso, não há estatísticas que apontem o número de veículos clonados na cidade. ''Na verdade, o crime é de alteração de chassi e só é registrado quando o veículo é recuperado.'' Barroso lembrou que quando um motorista recebe uma multa de um local onde ele não esteve e há suspeita de clonagem, um boletim de ocorrência é registrado aqui e encaminhado à delegacia da cidade onde foi registrada a multa, que fica responsável pela investigação. ''E vice-versa.''
Para o delegado, é difícil reunir estatísticas, pois o veículo clonado normalmente foi furtado e está rodando com documentação adulterada. ''A investigação acaba sendo um trabalho da Delegacia de Furtos e Roubos, que tenta localizar o carro. Mas não são muitos os casos de clone em Londrina.'' (M.G.)





