Processo depende de análise técnica
O fechamento das vielas pode ter aumentando a sensação de segurança que os moradores tanto almejavam no Jardim Shangri-lá A. No entanto, uma questão ficou em aberto: o que fazer com os espaços que agora não servem mais para facilitar a locomoção da comunidade?
A saída encontrada pela prefeitura foi vender o espaço para os proprietários de imóveis vizinhos. Desde então pelo menos duas das 12 vielas já foram negociadas e não faltam interessados. O processo é lento porque depende de análises técnicas da prefeitura e das concessionárias. Em toda a cidade há cerca de 230.
Paulo Duarte é gerente de uma empresa que tem interesse em comprar a via ao lado do escritório e transformar a área em um jardim. ''Não há muito o que se fazer naquele ponto e não tenho dúvida que o local ficará mais bonito.''
Duarte concorda que as vielas em cidades de grande porte como Londrina ajudam na propagação da criminalidade e vê os esforços da comunidade e do poder público em resolver o problema como algo positivo.
Ele esclarece, porém, que o trecho pretendido pela empresa esbarra em alguns fatores que impediram a compra até o momento: no local passa a tubulação de esgoto que atende ruas do bairro. ''Estamos conversando e a Prefeitura tem se mostrado disposta a encontrar uma solução para fecharmos negócio'', aponta.
Outro empresário disposto a comprar uma viela é Wilson Rodrigues Vieira. Ele pretende fechar o trecho com um muro, já que os resultados da interdição da via foram positivos. ''Tive muitos problemas com assaltos a carros de clientes e isso hoje acabou.''
Vieira trabalha em um prédio ao lado de uma viela há dois anos e meio e agora espera por um posicionamento do executivo para fechar a compra em parceria com vizinhos. (V.F.)





