Fechar as vielas não é a melhor saída para acabar com os problemas relacionados a estes espaços. A afirmação é do professor de planejamento urbano e de teoria da urbanização da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nestor Razente. Ele destacou que fechar as vielas só transfere o problema para outro lugar e não soluciona a questão da segurança nos bairros. O professor defendeu a revitalização dessas passagens, com a implantação de equipamentos públicos como bancos, mesas e academias ao ar livre. ''O problema não são as vielas, mas a falta de criatividade para resolver as questões ligadas a elas'', criticou, lembrando que as vielas não são diferentes das passagens que existem na Europa e que lá as pessoas não cogitam fechá-las em função da falta de segurança.
Apontada como uma alternativa para acabar com os problemas nas vielas, o processo de venda desses espaços, que começou em 2010, estagnou. Segundo o diretor do departamento de Gestão e Patrimônio da Prefeitura de Londrina, Sebastião Amâncio, houve pouco interesse por parte da população. Ele acredita que um dos motivos é que a aquisição deve ser feita por pessoas que morem próximas ao local. ''Além disso, o preço desses terrenos obedece aos valores de mercado da própria região. Portanto, não sai barato'', destacou. Ele argumentou, porém, que não poderia falar em preços por variarem muito de uma região para outra.
Segundo a diretor, até agora foram comercializadas quatro vielas. A reportagem solicitou ao diretor o número de vielas existentes na cidade, mas ele explicou que não possui esse controle e que esse levantamento demandaria muito tempo para ser realizado, pois teria que ser feito loteamento por loteamento. (V.O.)

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