Curitiba - O repasse das verbas para a conclusão da Estrada da Ribeira não encerrou o processo de investigação do TCU no caso. Além de buscar mais detalhes sobre a origem da brita utilizada na obra, o TCU também questiona uma alteração no sistema de terraplenagem da obra. O sistema foi alterado em relação ao projeto original, o que motivou um relatório do TCU levantando a hipótese de que o projeto teria sido mal feito.
O tribunal determinou uma tomada de contas paralela para apurar o caso. Além da J. Malucelli, o coordenador regional do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit), Rosalvo de Bueno Gizzi, e o engenheiro que fiscaliza a obra, Ronaldo de Almeida Jares, também foram citados no processo.
Tanto a empresa como o Dnit local apresentam a mesma justificativa para a alteração. ''O que acontece é que o projeto da Estrada da Ribeira é antigo. Se fossemos usar a técnica de terraplenagem prevista, as máquinas não caberiam e a estrada não iria aguentar. Mas mesmo com a mudança, o valor ainda está previsto na licitação inicial'', explicou Jares.
Gizzi e Jares foram multados pelo TCU em R$ 3 mil e R$ 4 mil respectivamente por falhas apontadas pelos auditores do tribunal na fiscalização das obras. Jares foi multado por não manter um diário de obras atualizado, e Gizzi por ter autorizado o início da obra antes do prazo previsto, mas os dois já recorreram da decisão. ''Houve um desencontro de informações, devido a paralisação das atividades da empresa que fiscalizava a obra, mas já encaminhei a defesa e acredito que a multa será revertida'', comentou Jares. (R.S.)

mockup