O juiz Mauro Ticianelli, que atende temporariamente a comarca de Chopinzinho, impôs ‘‘segredo de Justiça’’ ao processo que acusa os hospitais de cobrança em duplicidade. Isso significa que, por enquanto, os elementos do processo não podem ser divulgados. A medida é justificada pelo juiz porque há documentos, como prontuários, que implicam em ‘‘sigilo médico’’.
O diretor da Policlínica Celito Ceni disse ontem que somente depois de conhecer detalhes do caso poderá se manifestar. No Hospital Santo Antônio, o diretor administrativo, Sérgio de Freitas, disse que a posição da casa só poderia ser dada pela direção clínica. Porém, o diretor estava ocupado, prestando atendimento.
Os diretores dos dois estabelecimentos já foram ouvidos preliminarmente no processo, assim como pacientes que dizem ter pago. Todos voltarão a prestar depoimento. Sabe-se que todos negaram integralmente as irregularidades.
O promotor Eduardo Appio, 26 anos, há nove meses na comarca, disse ter conhecimento de que envolvidos nas denúncias seriam mentores de um abaixo-assinado na cidade contra o fechamento da Policlínica. Ele negou que este seja o objetivo do Ministério Público. ‘‘Estou apenas cumprindo minha missão, e não me sinto intimidado’’, disse Eduardo Appio.

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