Um procedimento administrativo será aberto para apurar a suposta algazarra provocada por formandos de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) durante comemoração pelo final do curso na quinta-feira, no Hospital Universitário (HU). As punições podem variar de reprimenda oral a reprovação no estágio ou expulsão.
A comissão responsável pelo procedimento será formada por representantes dos setores acadêmico e administrativo do hospital e do colegiado do curso. A apuração dos fatos, segundo a coordenadora do colegiado de Medicina da UEL, Evelin Ogatta Maraguchi, será feita através de verificação das filmagens das câmeras de segurança e de depoimentos.
Evelin explicou que as comemorações são comuns, mas sempre fora do hospital. ''A informação que tivemos foi que teve fogos no pátio e consumo de bebidas alcóolicas na área interna. E que os pacientes ficaram assustados'', comentou. A coordenadora acrescentou que cerca de 50 formandos teriam participado da celebração, mas ressaltou que nem todos participaram do tumulto.
O colegiado convocou uma reunião extraordinária para amanhã, com o objetivo de discutir o incidente. ''Uma função do curso de Medicina é formar profissionais mais éticos e humanos. Temos esse foco nos seis anos do curso. Temos que destacar que temos excelentes estudantes e que o problema foi causado por uma parcela dos formandos'', acrescentou Evelin.
Em 2005, residentes e ex-residentes do HU se envolveram em outro caso polêmico, usando o site de relacionamentos Orkut para divulgar xingamentos contra funcionários e pacientes.

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